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Setembro mês da prevenção do suicido.

Diga não ao suicidio

O suicídio é o ato de acabar com a própria vida. É sempre um acontecimento complexo. A pessoa não tem como objetivo a morte, mas sim o fim do sofrimento pelo qual está passando e o único jeito que enxerga é através da morte.

Diga sim a vida

A realidade só pode ser feita por você mesmo. Pense: por quanto tempo mais quero esperar para ter a vida que sempre sonhei? Quando vou desfrutar do que realmente gosto? A vida é uma só: temos apenas uma chance de viver e experimentar. É gratificante chegar ao fim da estrada e saber que fez ou tentou tudo o que podia para ser feliz.

Falar é a melhor opção

Não se deve falar de suicídio, Muito pelo contrário, falar de suicídio é o ideal, Conversar com alguém que tem pensamentos suicidas não irá fazer com que a pessoa se mate, perem abrir espaço para diálogo e informações que podem fazer toda diferença e salvar uma vida.

O que é Setembro Amarelosetembroamarelo


Postado em 12 de Setembro, 2018.


setembroamarelo

     Setembro amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida que busca trazer o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. Desde 2015 o mês busca a conscientização e a prevenção do suicídio.

     No mundo todo, aproximadamente uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte de jovens. O assunto é um tabu. Não falamos dele. A mídia evita por medo de aumentar os números, as pessoas evitam por medo do assunto em si e com isso, acabamos cortando o diálogo necessário.

     Falar sobre suicídio é importante. É uma questão de saúde pública e é extremamente necessário.

     Por que o Setembro amarelo é importante?

     O Setembro Amarelo é uma campanha que busca trazer o diálogo e prevenir o suicídio. 90% dos suicídios poderia ser evitado com ajuda psicológica. A maioria deles é causada por doenças mentais que não são tratadas porque muita gente nem sabe que precisa de tratamento. Aproximadamente 60% das pessoas que morrem por suicídio não buscam ajuda.

     Já pensou se isso se aplicasse a outras doenças? Imagine se 60% das pessoas com fraturas não fosse ao médico ou se 60% dos pacientes com apendicite não se tratasse e você vai perceber que é estranho que tanta gente não busque ajuda. Isso porque nós, como sociedade, não falamos do assunto, não informamos as pessoas.

     Cerca de 17% dos brasileiros já pensou seriamente em suicídio. 4,8% deles já elaboraram um plano para isso.

     Objetivo do Setembro Amarelo

     O objetivo do mês de prevenção do suicídio é conscientizar as pessoas deste problema tão grave, que tira tantas vidas todos os anos. O setembro amarelo é um mês de diálogo. É um mês que busca criar conversas sobre o assunto, deixar as pessoas que sofrem com pensamentos suicidas saberem que elas não estão sozinhas e que a morte não é solução.

     O Setembro Amarelo busca salvar vidas através da informação e da conversa sobre este assunto sério que ainda é um tabu.

     Como surgiu o Setembro Amarelo?

     A cor amarela é usada para representar o mês da prevenção do suicídio por causa de Dale Emme e Darlene Emme. O casal foi o início do programa de prevenção de suicídio “fita amarela”, ou “Yellow Ribbon” em inglês.

     Em 1994, Mike Emme, filho do casal, com apenas 17, se matou. Mike era conhecido por sua personalidade caridosa e por sua habilidade mecânica. Restaurou um Mustang 68 e o pintou de amarelo. Mike amava aquele carro e por causa dele começou a ser conhecido como “Mustang Mike”.

     Entretanto, infelizmente, aqueles próximos de Mike não viram os sinais e o fim da vida do garoto chegou. No dia do funeral dele, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os 500 cartões e fitas foram feitos pelos amigos de Mike e possuíam uma mensagem: Se você precisar, peça ajuda.

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     Os cartões se espalharam pelos Estados Unidos. Em poucas semanas começaram a aparecer ligações. Um professor de outro estado havia recebido um dos cartões de uma aluna, pedindo por ajuda. Diversas cartas chegavam de adolescentes buscando ajuda.

     A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda.

     Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do mustang de Mike é a cor escolhida para representar este sentimento.

     Diálogo e mídia

     Suicídio não é notícia. Isso está em livros de jornalismo. O motivo é o medo de causar o chamado “Efeito Werther”. Este fenômeno ganhou seu nome do livro “Os sofrimentos do jovem Werther”, livro do autor alemão Johan Wolfgang von Goethe, publicado em 1774. No final do livro, que possui um tom depressivo, o jovem Werther se suicida, o que levou a uma suposta onda de suicídios nos jovens europeus da época.

     O efeito Werther foi comprovado cientificamente e é chamado de “suicídio por imitação”. Suicídios se tornam mais comuns quando divulgados pela mídia. Por exemplo, após as mortes por suicídio de Marilyn Monroe, em 1962, e de Kurt Cobain, em 1994, as taxas de suicídio americanas tiveram aumentos notáveis. É por isso que a Organização Mundial da Saúde desaconselha que a mídia exponha métodos ou processos de suicídio: para evitar que esta exposição incentive outras mortes.

     Entretanto, os suicídios não são causados pela notícia ou pelo vídeo. As pessoas que se mataram ao ver esse tipo de coisa já tinham tendências antes de assistir e se encontravam no grupo de risco. Pessoas com depressão, pensamentos suicidas, esquizofrenia ou diversas outras doenças mentais não tratadas são vulneráveis ao efeito Werther.

     Falar sobre o assunto é extremamente importante justamente para que possamos reduzir o número de pessoas vulneráveis. Para que possamos evitar suicídios, o diálogo é o primeiro passo. Conversar, trazer o assunto à tona e fazer com que essas pessoas saibam que não estão sozinhas e que existem meios de tratar estas doenças.

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O que é CVV

     O Centro de Valorização da Vida (CVV) é reconhecido como Utilidade Pública Federal desde a década de 70. É uma organização sem fins lucrativos e filantrópica que busca dar apoio emocional e prevenção do suicídio para quem precisa. Desde 2015, é possível entrar em contato com eles através do telefone, de maneira gratuita.

     Basta ligar para o número 188 ou 141 (no caso dos estados do Maranhão, Paraná, Pará e Bahia). O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo. Também é possível acessar o chat online, enviar um e-mail ou ir a um dos postos de atendimento físico.

     O Setembro Amarelo foi idealizado pelo CVV em 2015 e o mês escolhido é setembro pois é o mesmo mês do Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, realizado no dia 10 de setembro. Mais sobre o CVV.





A Depressãosetembroamarelo


Postado em 12 de Setembro, 2018.


Depressão: um depoimento real

Janeiro 7, 2018|


     Maitê Hammoud - Psicóloga Clínica

     Muito falamos sobre empatia e sua necessidade, mas ainda hoje, minha sensação sobre as pessoas que nunca sofreram com um quadro de depressão é de que não elas não possuem qualquer habilidade para demonstrar sua empatia sobre o assunto. Isso só demonstra que simplesmente não sabem como agir ou ajudar.

     Ao longo de 10 anos tive alguns episódios de depressão, e ainda hoje encontro barreiras em amigos e familiares, por simplesmente não entenderem como é, na prática, viver com depressão. Se trato de relembrar tudo o que aconteceu comigo nesses 10 anos, concluo que meu primeiro episódio de depressão foi aos 15 anos.

     Ninguém fez nada a respeito. As pessoas que faziam parte da minha vida na época percebiam algo errado, mas encaravam como uma mera fase de minha adolescência. E o resultado dessa postura fez com que o caso só se agravasse e persistisse por mais tempo.

     Após o fim do meu primeiro relacionamento sério, que havia começado aos 14 anos, fui invadida por uma tristeza sem fim. As notas na escola caíram drasticamente (inclusive repeti aquele ano na escola). Sofria de insônia e cada noite passava lentamente ao som de músicas tristes, reconfortantes para um deprimido.

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     Eu sentia que minha vida havia acabado e tudo o que queria era não acordar para um novo dia. A tristeza era tão intensa que dormir para sempre seria uma ótima maneira de acabar com ela. Lidar com a tristeza a cada dia me deixava absolutamente exausta.

     Eu tentava de tudo para amenizar isso que eu sentia... parecia ser uma espécie de espectro que me envolvia corpo e alma, exercendo controle sobre o tempo e, propositalmente, fazendo com que cada minuto do meu dia se arrastasse; cada minuto era sentido como eterno. Dias e noites longos e intermináveis.

     Eu tentei me anestesiar...

     Eu tentei de tudo para amenizar aquela força que agia sobre mim. Tentei me anestesiar com drogas, bebidas, baladas, escrevia poemas, assistia filmes e lia livros de autoajuda. Tentei fazer parte de pelo menos 5 religiões diferentes, e mesmo a psicoterapia ter sido uma das apostas naquela época, nada parecia ajudar, nada era capaz de devolver meu prazer em viver.

     Para mim, viver era como um fardo, um castigo que tinha que experimentar todos os dias. Me sentia submersa em algo muito maior, como se eu estivesse acorrentada embaixo d'água em um enorme oceano, e ninguém conseguia me ver para me socorrer.

     Muito se fala sobre a depressão e seus sintomas, mas a sensação de sentir-se aprisionado dentre desses sintomas é devastadora: tudo fica bagunçado dentro e fora de você. É como se muitas coisas estivessem acontecendo dentro de você e você não tivesse qualquer controle, totalmente diferente de todas as outras vezes em sua vida que você se sentiu triste e conseguiu fazer algo a respeito.

      Depressão é diferente, é muito mais que tristeza... bem mais.

     Você acorda um dia e, "sem motivo aparente", suas calças estão folgadas por você ter perdido peso de repente; pouco depois, você se sente mal para lidar com o fato de só ter um pijama antigo para vestir por você ter ganhado peso de repente, e nenhuma de suas roupas servirem ou caírem bem.

     "Sem motivo aparente" você se sente amaldiçoado pela insônia, sofrendo com todos os pensamentos ruins que te invadem. Se sente tão cansado que ficar na cama o dia inteiro parece ser a única coisa que você é capaz de fazer naquele momento.

     A falta de higiene pessoal é outro sintoma: levantar da cama para ir até o banheiro se torna uma grande jornada para o deprimido, pensar em tomar banho então, nem se fala. O corpo fica pesado, e você realmente se sente tão indisposto a ponto de não conseguir ficar 15 minutos em pé para ensaboar o corpo ou passar shampoo nos cabelos.

     A cada tarefa simples, por menor que seja, você sente que não dará conta, é exaustivo.

     Socorro, eu não estou sentindo nada!

     O sabor dos alimentos não é mais o mesmo, a vida parece estar acinzentada e os dias de sol com o som das risadas das pessoas que passam pela rua contrastam violentamente com o que você está sentindo: faz você se lembrar de não estar tendo controle de seu corpo, e muito menos de sua vida.

     Familiares e amigos tentam ajudar e incentivam a fazer mil e uma coisas que viram na TV ou leram na internet, sobre a prática de esportes, hobbies, meditação, sempre com a melhor das intenções... mas costumam falar de uma forma que parece tão simples, e só serve para me sentir pior... tantas sugestões "simples" e eu encontrando dificuldades até mesmo para conseguir escovar os dentes regularmente.

     Esse primeiro quadro de depressão demorou dois longos anos para passar. No final dele, já conseguia levar melhor minha vida sem tantos prejuízos, e sem chamar tanta atenção. Porém, por um bom tempo, fui dominada por um sentimento de apatia, não sentia nem tristeza nem alegria.

     Nada parecia importar tanto e ouvia com frequência uma música do Arnaldo Antunes que traduzia bem o que eu vinha sentindo:

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     "Socorro eu não estou sentindo nada, nem medo, nem calor, nem fogo... não vai dar mais para chorar nem para rir... socorro alguém me dê um coração."

     Após esse longo episódio, tive mais alguns. Demorei alguns anos até encontrar bons profissionais e compreender a necessidade do tratamento multidisciplinar, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

     Faço acompanhamento com meu médico psiquiatra periodicamente e a psicoterapia nunca abandonei, mesmo nos momentos bons. Atualmente estou em tratamento. Após um longo período sem sentir qualquer mal-estar ou traços de depressão, a sobrecarga emocional da perda de um amigo e estresse na vida afetiva e profissional, contribuiu com a manifestação novamente da depressão.

     Diferentemente do que grande parte das pessoas imagina, medicamentos não fazem milagres, e nem de longe são a pílula da felicidade artificial. O tratamento é longo, às vezes demora até encontrar o tipo e a dosagem que vai estabilizar a crise, e mesmo estando em acompanhamento, é muito difícil em alguns dias levantar, cumprir minhas obrigações e me esforçar para que tudo pareça o mais normal possível, sem muitos prejuízos.

     Não culpe alguém por estar com depressão, não julgue! Depressão é uma doença, e seu tratamento depende de muito investimento e, principalmente, de muita compreensão por parte das pessoas que estão ao redor. Só assim se torna possível.

     Algumas considerações sobre a depressão.

     A depressão é um transtorno de humor que envolve inúmeros sintomas físicos e psíquicos. A ausência de tratamento, além de contribuir para evolução do quadro, favorece o desenvolvimento de outras doenças, impactando drasticamente a vida profissional, social e afetiva da pessoa.

     Dados estatísticos recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o que representa 11,5 milhões de pessoas. Atualmente, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão na América Latina e o segundo maior em prevalência das Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

     Os altos índices atribuem-se principalmente à falta de conscientização na hora de identificar os sintomas, além da busca tardia por apoio profissional. Por isso, é urgente ressaltar: independente do que possa ter contribuído para qualquer desequilíbrio em seu corpo ou sua mente, ao sentir-se triste com frequência, desmotivado, com problemas de concentração, perda de interesse por atividades prazerosas, alterações no apetite e peso, sono e letargia, não deixe de procurar um médico para avaliação.

     E conte sempre com o suporte psicológico para lidar com qualquer dificuldade que esteja enfrentando.

     Pedir ajuda sempre será a melhor solução.


O Suicídiosetembroamarelo


Postado em 12 de Setembro, 2018.


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     O que é o suicídio?

     O suicídio é o ato de acabar com a própria vida. Ele sempre é um acontecimento complexo. A pessoa não tem como objetivo a morte, mas sim o fim do sofrimento pelo qual está passando e o único jeito que enxerga no momento para chegar nisso é através da morte.

     Este sofrimento pode ter várias naturezas: culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo, humilhação, entre outros.

     Se você estiver pensando em tirar sua própria vida, saiba que você não está sozinho e que existem formas de superar o sofrimento.

     Em geral, suicídios são planejados e as pessoas dão sinais. Elas avisam e pedem por ajuda de maneiras conscientes e inconscientes. Reconhecer estes sinais e ofertar apoio pode prevenir uma tentativa e começar um caminho de superação do sofrimento.

     Fatores de risco

     Existem certos fatores de risco que aumentam as chances de alguém apresentar pensamentos e tentativas suicidas. São eles:

  • Tentativas anteriores;
  • Abuso de substâncias;
  • Ter entre 15 e 35 anos ou mais de 75 anos;
  • Histórico de suicídio familiar;
  • Falta de vínculos sociais e familiares;
  • Doenças terminais ou incapacitantes;
  • Desemprego;
  • Declínio social;
  • Divórcio;
  • Estresse continuado.

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     Além disso, são fatores de risco:


     Extremos monetários

     Estudos apontam que pessoas com muitos problemas monetários ou com dinheiro demais apresentam maiores chances de tentar o suicídio. No caso daqueles que possuem sérios problemas financeiros, o problema é óbvio, a falta de dinheiro causa estresse. Para aqueles que possuem muito dinheiro, a sensação de que existe muito a perder também pode ser um fator de estresse.

     Transtornos mentais

     Naturalmente, transtornos mentais como depressão e esquizofrenia são fatores de risco para o suicídio. O transtorno mental que mais apresenta suicídios é o transtorno de personalidade bipolar.

     Homens se matam mais, mas mulheres tentam mais

     O gênero do suicídio um assunto delicado. A morte por suicídio é 2 vezes mais frequentes em homens do que em mulheres, mas as mulheres tentam 2 vezes mais do que os homens. Isso quer dizer que mulheres estão são mais afetadas pelo suicídio do que homens, mas os métodos escolhidos pelo sexo masculino são mais letais, o que faz com que eles morram com mais frequência em decorrência das tentativas apesar de mulheres tentarem mais.

     Como pedir ajuda?

     Se você está com pensamentos suicidas, é importante pedir ajuda. Fale com alguém próximo, conte para as pessoas o que passa pela sua cabeça. Ter alguém para conversar faz toda a diferença. Se você não tem ninguém próximo com quem conversar, não hesite em ligar para o 141 ou 188 e conversar com um dos voluntários do Centro de Valorização da Vida. Eles estão lá para você e podem entender pelo que você está passando.

     O que não fazer se alguém próximo tem pensamentos suicidas?

     Nem sempre é fácil saber o que fazer quando alguém próximo revela ter pensamentos suicida, mas saiba que, se isso acontece, esta pessoa está se abrindo para você e isso é um passo importante para a melhora. Caso isso aconteça, ou caso perceba sinais de alerta em alguém próximo, existem algumas coisas que não se deve fazer.

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     Condenar

     Não julgue a pessoa. Você não sabe pelo que ela está passando e ela está pedindo ajuda, portanto busque não decepcioná-la. Dizer que o suicídio é covardia ou fraqueza não é nem verdade, nem ajuda.

     Banalizar

     Lembre-se de que a maneira como sentimos as coisas é diferente para todo mundo. Aquilo que a pessoa com pensamentos suicidas está sentindo é só dela e se está levando-a a sentir-se daquela maneira, é porque é sério.

     Lembre-se também de que o suicídio é extremamente complexo e não pode ser atribuído exclusivamente a um evento, mas sim a vários fatores. Não banalize nenhum deles.

     Dar opinião

     Pensamentos suicidas não são questão de opinião. Dizer que é “falta de Deus” ou que a pessoa “quer chamar atenção” não ajuda, só piora.

     Brigar

     Os pensamentos suicidas são um sintoma e não uma escolha. Fazer a pessoa sentir-se culpada só piora a situação.

     Frases de incentivo

     Dizer para a pessoa “pensar positivo” ou que “a vida é boa” não ajuda. A pessoa com pensamentos suicidas pode sentir-se ainda pior por não conseguir sentir-se melhor, achando que a culpa disso é dela, quando não é.

     Como ajudar?

     Caso perceba sinais de alerta de suicídio ou alguém próximo entre em contato para pedir ajuda, algumas coisas podem ajudar.

     Escute

     Encontre lugar apropriado e particular e escute o que a pessoa tem para falar. Deixe ela saber que você está lá para ouvir e apoiar e escute. Este não é o momento para oferecer soluções práticas, mas sim para escutar e estar lá pela pessoa, dando à ela a certeza de que ela não está sozinha.

     Incentive-a a busca ajuda profissional

     Abrir-se com alguém próximo é um primeiro passo importante, mas a ajuda profissional faz grande diferença e é onde é possível iniciar um tratamento. Ofereça-se para acompanhar a pessoa em uma consulta.

     Mantenha o contato

     Acompanhe a pessoa, mantenha o contato e fique por perto. Esteja lá para a pessoa e a apoie em sua doença e tratamento.

     Em caso de crises

     Se você acha que a pessoa está em perigo de se machucar no momento, entre em contato com profissionais de emergência e busque atendimento, ou consulte um familiar da pessoa para que ela fique segura.

     Sinais de alerta

     Existe o mito de que a pessoa com pensamentos suicidas não dá sinais, mas isso não é verdade e aqueles próximos podem perceber. É extremamente raro que um suicídio ocorra sem sinais. Esta lista mostra alguns destes avisos, mas eles não devem ser considerados isoladamente.

     Não existe uma maneira certeira de se identificar alguém em uma crise suicida, mas detectar estes avisos pode ser a diferença entre a vida e a morte. Lembre-se de que, especialmente se muitos deles aparecerem ao mesmo tempo, você pode conversar com a pessoa sobre suicídio, o que pode ajudar.

     Seja compreensivo. Estes indicadores não são ameaças ou chantagens, mas sim avisos. Converse com a pessoa e incentive a busca de ajuda profissional.

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     Preocupação com a própria morte

     Quando uma preocupação com a própria morte surge de maneira repentina, pode ser um sinal. Visões negativas, ideias expressas em escrita, por fala ou desenhos, podem significar que a pessoa está pensando em suicídio.

     Comentários e intenções suicidas

     Comentários como os seguintes podem ser sinais de pensamentos suicidas:

  • “Vou desaparecer”;
  • “Queria nunca mais acordar”;
  • “Vou deixar vocês em paz”;
  • “É inútil tentar mudar, só quero me matar”.

     Preste atenção se qualquer um destes comentários aparecer, especialmente se a frequência deles aumenta.


Você conhece os Sinais de Alerta do Suicídio?

     Isolamento

     Pessoas com pensamentos suicidas tendem a se isolar, não atendendo telefonemas ou cancelando eventos e atividades, mesmo as que costumavam gostar de fazer. Preste atenção especialmente se algum isolamento surge de maneira repentina. Mesmo pessoas naturalmente mais introvertidas podem demonstrar este sinal.

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     Desfazer-se de objetos

     Um sinal que costuma aparecer quando a pessoa está próxima de se suicidar é dar de presente diversos objetos pessoais e importantes. Se algum amigo com depressão ou outros sinais de repente resolver te dar uma coleção de livros, um videogame, algo de valor, desfazendo-se de objetos pessoais, fale com esta pessoa, ofereça ajuda, incentive o contato com profissionais e, se necessário, entre em contato com a família ou profissionais você mesmo.

     Tranquilidade repentina

     Outro sinal emergencial é a tranquilidade e aparente felicidade repentina. Se alguém com depressão severa de repente parece muito feliz, aqueles a seu redor podem pensar que a pessoa está melhorando quando na verdade este é um sinal alarmante.

     Quando alguém com pensamentos suicidas decide que vai seguir com um plano de suicídio, a sensação de que seus problemas irão se resolver pode tirar um grande peso das costas dela, o que aparece como tranquilidade e felicidade. Esta pessoa precisa de atendimento urgente.

     Mitos sobre suicídio

     Existem alguns mitos sobre o tema que atrapalham os profissionais de saúde e aumentam os riscos de pessoas com pensamentos suicidas ficarem sem ajuda. Ter estas coisas em mente pode ajudar você a saber quais mitos sobre o suicídio podem ser prejudiciais.

     Quem ameaça não faz

     Normalmente as pessoas não se suicidam sem aviso. Elas comunicam sua intenção antes do ato, às vezes em tom de brincadeira, às vezes falando sério, mas raramente sem aviso. Portanto é importante perceber que ameaças de suicídio podem ser sérias.

     Suicidas não procuram ajuda

     Pessoas com pensamentos suicidas procuram sim por ajuda. Acabar com a própria vida é uma medida desesperada, quando a pessoa acredita estar sem opção para acabar com seu sofrimento.

     Sobreviventes de suicídio estão a salvo

     Pelo contrário, as chances de alguém tentar suicídio depois de uma tentativa frustrada são maiores do que antes. A recuperação de uma tentativa de suicídio é um momento em que se deve prestar atenção no paciente.

     Não se deve falar de suicídio

     Pelo contrário, falar de suicídio é o ideal. Conversar com alguém que tem pensamentos suicidas sobre o ato não irá fazer com que a pessoa se mate, mas abrir espaço para diálogo e informações que podem fazer toda a diferença e salvar uma vida.

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     Não há como impedir

     Há como impedir, em qualquer momento. Mesmo que a decisão já tenha sido tomada pela pessoa que sofre. Sempre há como impedir e sempre existe tratamento possível para aliviar o sofrimento psicológico.

     Quem planeja se matar quer se matar

     Quem planeja um suicídio não quer acabar com a própria vida, mas sim com a dor e o sofrimento que faz com que estes pensamentos surjam. Ninguém deseja acabar com a vida simplesmente porque não quer mais ela.

     Melhora de humor significa desistência de suicídio

     Como já falamos em sinais de alerta, uma melhora significativa e repentina de humor pode ser um sinal de que a pessoa tomou a decisão de acabar com a própria vida. O conflito parece resolvido e isso dá sensação de alívio para a pessoa, portanto é importante buscar ajuda.

     Quem se suicida é fraco

     Este é um dos mitos sobre suicídio mais problemáticos, especialmente porque ajuda a alimentar a ideia de que doenças psicológicas não são doenças.

     O suicida é alguém que sofre muito e não consegue enxergar esperanças. Não tem nada a ver com força ou fraqueza e dizer isso só piora.

     A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda.

     Compartilhe este texto com seus amigos para que o diálogo sobre o suicídio se espalhe ainda mais e possamos evitar estas mortes de pessoas que merecem viver!



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Referências

Minutosaudavel.com.br


Maitehammoud.com.br